Elas fazem a websérie delas! Corona conta a história do Maré Alta em série "Free Range Humans"






Free Range Humans é uma série da Corona Studios, que celebra a trajetória de oito pessoas que deixaram para trás uma vida convencional de rotina para buscar uma vida mais significativa ao ar livre. De um fotógrafo paparazzi que virou escultor subaquático fazendo estátuas que criam vida, a uma arquiteta que se tornou capitã e defensora do oceano vivendo em alto mar. Histórias que nos inspiram a viver o slogan da marca, This Is Living.


Trailler Free Range Humans


https://youtu.be/QQQxCFCI6vs


Nosso contato começou em El Salvador, no início do meu mochilão em março. Recebi uma mensagem em inglês perguntando sobre o Maré Alta, sobre minha trajetória, estranhei mais achei uma ideia legal. Marcamos uma reunião e as reações foram ótimas, o time amou minha história e ficaram super empolgados por eu estar em El Salvador no momento.


Segui minha viagem para Nicarágua e por conta da pandemia não foi possível continuar o projeto, nem voltar da Nicarágua. Depois de 5 meses retomamos o projeto com uma ideia diferente: começar gravar minha trajetória na Nicarágua. Aproveitar o sol, ondas perfeitas e o privilégio de estar em um dos poucos países do mundo que não foi proibido surfar durante a pandemia.


Gravando na Nicarágua


Estava vivendo em uma comunidade indígena chamada Las Salinas de Nagualapa, resolvemos gravar duas sessões de surf nos picos que eu me sentia mais confortável, meu quintal: Popoyo! Foi um dia de altas ondas, um metro abrindo, longo, manobrável e perfeito para mostrar o potencial do surf na Nicarágua. Todos meus amigos locais estavam na água, um típico dia clássico em Popoyo, mas dessa vez com um fotógrafo aquático (o americano, Rick), um drone e um filmmaker na areia (o alemão, Phill). Nunca tinha gravado nada surfando, muito menos sendo dirigida em inglês por um americano e um alemão. Só de lembrar das dezenas de reuniões em inglês meu suvaco soa kkkkkkk

Eu estava super nervosa de não conseguir surfar, só tomar vaca, não render nem imagem de cobertura, aquela síndrome do surf tímido. Fui me soltando aos poucos, com a ajuda do Hector consegui pegar a melhor da série, 3 trocas de borda e o drone filmando tudo! Sai da água com o sorriso largo só de pensar naquela onda eternizada, que nem nos meus melhores sonhos imaginei ter a oportunidade de ter uma recordação dessas da Nicarágua, foi realmente muito especial.


Filmamos mais alguns dias na vila, pescando com o Hector, preparando peixe no rio, fizemos um jantar típico Nicaraguense na beira da praia com todos meus amigos que fiz lá durante esses 6 meses, era o último dia do nosso amigo Chileno, nos despedimos felizes em poder eternizar esse momento. Quem sabe quando vamos nos ver de novo? Uma brasileira, um chileno, um americano, um suíço... cada um no seu caminho, mochilando pelo mundo!


Eu, veio, meu querido amigo brasileiro, e Inti, hermano chileno que ia embora um dia depois (Foto: Rick Briggs)



Augusto tocando violão na praia (Foto: Rick Briggs)


Gravando no Brasil


Depois de mostrar um pouco o que eu estava fazendo decidimos contar como cheguei lá, como e porque tinha tomado essa atitude de sair do emprego e ir viver do que eu amava. E é ai que entra o Maré Alta.

O Maré Alta foi o grande divisor de água da minha vida, existe uma Bruna antes e depois de conhecer as mulheres que deram vida à esse projeto. Mostrar nosso propósito para o mundo era um sonho, inspirar mulheres a surfarem, viajarem sozinhas e serem livres.


Peguei um voo de Managua pra Miami e de Miami pro Brasil, pra casa depois de 6 meses e um milhão de histórias vividas e louca pra compartilhar com a minhas amigas que acompanharam tudo de longe.

Nossa primeira gravação foi uma entrevista com a minha família, em São Paulo. A equipe dessa vez falava a minha língua, principalmente o Renato, diretor de filmagem, surfista, que logo se identificou com a história. Todos nós testamos 2 vezes para COVID19, e seguimos todos os protocolos, um dia inteiro de gravações em casa, na loja dos meus pais e em avenidas de São Paulo. Os dias estavam apertados, decidimos fazer tudo em SP em um dia e lógico, ir pra praia!

Estava ansiosa para ir pra Itamambuca depois de 6 meses, ver minhas amigas, fazer viagem com o Maré Alta. A ideia era simular uma viagem do Maré Alta com menos pessoas e só mulher acima de 25 anos. Fizemos tudo como manda o script, uma casa massa, nossa deusa dos sabores Maria, para criar o cardápio vegano, o Team Maicol para dar as aulas de surf, e a argentina Samanta para dar as aulas de yoga.


Aula de surf com Team Maicol em Itamambuca. (Foto: Isabella Mori)



Aula de Yoga com Samanta (Foto: Isabella Mori)


Convidei minha melhor amiga, que me ajudou criar o Maré Alta, Juliana, e algumas meninas que já tinham ido em viagens nossas ou colava com a gente no bate volta. Todas amigonas que o surf me deu, e o resultado não poderia ter sido outro. Aquela vibe das viagens, resenha, mulherada reunida, dando risada e claro, tomando Corona. Acordávamos as 04h30 da manhã para iniciar as gravações e só parava quando a luz do sol ia embora. Acordar tão cedo para gravar na praia não é fácil, ficava todo mundo enrolado no cobertor no set esperando a cena ficar pronta. Numa dessas de acordar correndo uma das meninas, Thalita, arrebentou a cara numa porta de vidro, abriu o nariz e teve que tomar ponto falso, nem assim a animação não parou, no mesmo dia ela já estava lá de óculos escuro pra gravar. Nunca errou, até quando erra está certa!

A parada com o sol é um dos valores da Corona, tudo precisa ser gravado no nascer ou pôr do sol, é a luz ideal para dar o ar de inspiração e identidade visual da marca, e defendo que vale a pena dar valor para esse detalhe. Fizemos as imagens mais lindas que já vi na minha vida! A Isabella, fotógrafa que clicou o backstage chorou vendo as imagens do por trás das câmeras enquanto tudo rolava. Terminamos o dia feliz, comemorando, dançando funk na van, pulando nos buracos de Itamambuca!


Renato dirigindo as meninas, Beto no monitor vendo a fotografia da cena, Dani e Nati na produção. (Foto: Isabella Mori)



Gravação com as meninas na praia de Itamambuca, às 05h da manhã (Foto: Isabella Mori)




Mulherada naquela vibe, às 5h da manhã. (Foto: Isabella Mori)



Protocolo COVID 19


Durante toda as gravações seguimos os protocolos de segurança do COVID 19, além da equipe e casting inteiro ter testado antes, medir a temperatura todos os dias, cada pessoa deveria dormir isolada em um quarto, usar máscaras o tempo todo, e lacrar as máscaras quando tiradas para gravar.

A produção é responsável por monitorar a gravação e cumprir todos os protocolos, além de garantir uma boa logísticas de vans, locações, testes, horários, todos os detalhes para que tudo esteja perfeito, e ainda mandar uma corona gelada no fim do dia. Foi mais que perfeito, ficamos amigos e até adotamos um áudio do Dani como música da viagem. "Oi Bruna, você pegou a bolsa da Corona?" kkkkkkkk Após as gravações a produção ficou disponível para testarem de novo, perfeitos do começo ao fim.


Renato na câmera, dani na produção, argentino no som.


Renato operando o drone e Beto o monitor. (Foto: Isabella Mori)



Experiência


Essa gravação foi uma das experiências mais legais que já vivi. Poder documentar uma viagem que foi tão especial para mim, gravar com amigos que talvez nunca veja mais, ou irmãs que viveram toda essa trajetória do meu lado, aprendendo a surfar juntas, incentivando, acompanhando e viajando juntas. Sou extremamente grata por essa oportunidade e por estar vivendo a vida que eu sempre sonhei. Passei por várias fases de dúvidas, inseguranças e medos, pensei em desistir diversas vezes, mas é diferente quando você tem pessoas que te apoiam e vivem cada fase com você. Como desistir se todas estão aqui me ajudando, incentivando e topando todas as minhas loucuras?

Tenho um orgulho enorme de todas essas meninas que tomam a decisão de irem surfar, sozinhas, mesmo com o mundo inteiro te dizendo que aquilo não é pra você. Não somos de desistir, quando tomamos a decisão de aprender a surfar a gente já sabe que não vai ser fácil, nem por isso deixamos de tentar, de tomar as ondas na cabeça, aprender do zero, entrar em um novo mundo, conhecer novas pessoas, lugares e realidades diferentes.

Nosso grupo é essa mistura de mulheres de atitude, que decidem caminhar juntas, se fortalecendo uma na outra. Eu não tinha caminho melhor!



Gravando com as meninas na praia (Foto: Isabella Mori)



Cena no monitor do Beto (Foto: Isabella Mori)



Gravando com o Renato no riozinho de Itamambuca (Foto: Isabella Mori)


Gratidão Corona por dar espaço ao surf feminino e para pequenos empreendedores que estão mudando a vida de várias pessoas nesse mundão à fora!

Obrigada a todas as pessoas que assistiram, compartilharam e vibraram o resultado final desse trabalho, um documentário feito com muito amor sobre uma história feita por mulheres, e para mulheres. <3


Eu amo vocês!


Bruna Bessa,

Ubatuba, SP





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